Leitura Bíblica
Leitura do livro dos Atos dos Apóstolos,
capítulo 13, versículos de 01 a 04.
Como já vimos, Deus é sempre um mistério. E, das três Pessoas, o Espírito Santo parece ser a mais misteriosa de todas. É o “Deus sem face” (ao contrário do Filho que assumiu a nossa natureza humana) o “Deus sem referência humana” (ao contrário da Primeira Pessoa, a quem chamamos por um nome que nos é bastante comum: Pai!)... Para referir-se a Ele, as Sagradas Escrituras lançam mão de símbolos, tais como: Água, Unção, Fogo, Nuvem, Luz, Selo, Mão, Dedo e Pomba (Catec. N 694 a 701). E quando questionados a respeito de quem é o Espírito Santo, comumente também respondemos com conceitos totalmente impessoais, ou abstratos, como: “Ele é o amor, a consolação, a luz, a força, a esperança, o revelador...”
Na realidade, Deus é, na sua natureza, amor
(cf.1 Jo 4,16). Por conseguinte, dom, vida incessantemente doada. Enquanto
fonte permanente desse dom, Deus é Pai. Enquanto expressão e receptor desse
dom, Deus é Filho. Enquanto dom mesmo, ele é o Espírito. “Uma só essência, uma
substância ou natureza, mas três pessoas”, nos ensina o Concílio de Latrão. E,
de fato, aprendemos todos – e desde cedo - que o Espírito Santo é a terceira
pessoa da Santíssima Trindade. Mas em que sentido? Como é que alguém que eu
não vejo, não toco, e que é “espírito”, pode ser uma pessoa?...
Ainda que limitados pelo curto alcance dos
conceitos humanos, podemos ser auxiliados nessa “compreensão” quando associamos
a palavra pessoa (persona) ao conceito de personalidade. O
Espírito Santo traz em si todos os atributos de uma personalidade. Ele
tem intenção (Rm 8,27), tem conhecimento (1 Cor 2,10-11), tem vontade própria
(1 Cor 12,11) experimenta emoções (Ef 4,30). Ele se relaciona e age como
somente uma pessoa poderia fazê-lo: Ele fala (At. 1,16), ora (Rom
8,26-27), ensina (Jô 14, 26) opera milagres (At 2, 4 ; 8, 39) ordena
(At 8, 29; 10,19-20; 11,12; 13,2) proíbe (At 16, 6-7), guia as
pessoas (Rom 8,14) e consola a Igreja (At 9,31) - entre outras tantas
ações...
A consciência de que o Espírito Santo é uma
pessoa deve gerar em nós um impacto que interpele a nossa vida: se o Espírito
Santo é uma Pessoa, nós precisamos aprender a ter com Ele um
relacionamento pessoal - isto é, de pessoa para Pessoa. Ele não pode
continuar sendo para nós apenas um dado teológico, doutrinário, mas... uma
Pessoa, amiga! Uma Pessoa com quem posso partilhar minhas dificuldades,
minhas vitórias, meus fracassos, minhas alegrias...
A propósito, você já entabulou uma conversa
com o Espírito Santo, hoje? Já lhe disse, por exemplo, “Bom Dia Espírito
Santo?”. Afinal, Ele é também o nosso Advogado, o nosso Consolador e Aquele que
nos dá força...
Paz e Fogo!
Júnior Filho
Paz e Fogo!
Júnior Filho
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