Leitura Bíblica
Leitura da Carta de Paulo aos Gálatas,
capítulo 5, versículos de 16 a 23.
Reflexão Catequética
Por sua Páscoa, Jesus Cristo redimiu todo o gênero humano. Por Ele, todos os
homens têm acesso à salvação. É fundamental, porém, que todos e cada homem - já
salvos - assumam, explícita e pessoalmente, essa salvação. O mistério da
salvação oferecido gratuitamente por Deus precisa ser aceito livremente por
cada um de nós, como opção pessoal, em uma atitude de obediência de fé.
“ Para que se preste essa fé, exigem-se gravação prévia e adjuvante de Deus e
os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e converte-o a Deus,
abre os olhos da mente e dá ‘a todos suavidade no consentir e crer na verdade’.
A fim de tornar sempre mais profunda a compreensão da Revelação, o mesmo
Espírito Santo aperfeiçoa continuamente a fé por meio de Seus dons”
(Constituição Dogmática Dei Verbum, n. 5). Ou seja, não se avança na
percepção progressiva do mistério da salvação realizada por Jesus Cristo sem se
deixar habitar em plenitude pelo Espírito Santo, sem experimentar continuamente
de sua efusão admiravelmente manifestada, derramada, dada e comunicada em
Pentecostes (cf. Catec; n. 731), mas prometida para estar conosco
eternamente. “Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo
intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a
efusão do Espírito Santo.” (Catec., n. 667).

É até quando vamos ter necessidade da
Efusão do Espírito? Até atingirmos a santidade!!! Isso mesmo, pois, “...
se o batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus mediante a inserção
em Cristo e a habitação de seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com
uma vida medíocre pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade
superficial. Perguntar a um catecúmeno: ‘Queres receber o Batismo?’ significa
ao mesmo tempo pedir-lhe: ‘Queres fazer-te santo?’ (Novo Millennio Ineunte,
31). Em março de 2002, falando aos membros de uma delegação da “Renovação no
Espírito Santo”, na Itália, o papa João Paulo II afirmou: “A Igreja e o mundo
têm necessidade de santos, e nós somos tanto mais santos quanto mais deixamos
que o Espírito Santo nos configure com Cristo.” Eis o segredo da experiência
regeneradora da ‘efusão do Espírito’, experiência típica que caracteriza o
caminho de crescimento proposto pelos menbros dos vossos Grupos e das vossas
Comunidades” (L’Osservatore Romano, 30/03/2002). E mais
recentemente - 23 de maio de 2004 -, aos convidar os Movimentos Apostólicos a
participar da Vigília de Pentecostes, dava o motivo de seu convite: “...para
invocar sobre nós e sobre toda a Igreja uma abundante efusão dos sons do
Espírito Santo”...
Que tal manifestarmos a Deus, hoje - quem
sabe pela primeira vez, ou, talvez, uma vez mais - a nossa sede e a nossa
vontade de receber mais e mais da efusão do Espírito? Associemo-nos a Maria –
“aquela que, embora já tendo experimentado a plenitude do Espírito na
encarnação do Verbo (gratia plena), obedeceu à instrução do Filho e
também colocou-se à espera do cumprimento da promessa do dom do Espírito”. “E
todos ficaram cheios do Espírito...” (cf. At 2,4). Peçamos, com João Paulo II,
a intercessão dela: “ Ó Virgem Santíssima, mãe de Cristo e da Igreja [...] Tu
que estivestes no Cenáculo com os apóstolos em oração, à espera da vinda do
Espírito de Pentecostes, invoca a Sua renovada efusão sobre todos os fiéis
leigos, homens e mulheres, para que correspondam plenamente à sua vocação e
missão, como ramos da ‘verdadeira videira’, chamados a dar ‘muitos frutos’ para
a vida do mundo” (Christifideles Laici, n. 64).
Paz e Fogo!
Júnior Filho
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