Leitura Bíblica
Evangelho segundo Mateus, capítulo 3,
versículos de 13 a 17.
Reflexão Catequética
Deus
é um só, mas tem três modos de ser, de existir. Da única essência,
da única natureza divina, participam três pessoas divinas. Essas pessoas
são absolutamente iguais quanto à natureza, à essência, quanto à
onipotência e à santidade, mas são distintas, pois que uma não é a outra
e inclusive se manifestam conjuntamente a nós (no batismo de Jesus, por
exemplo). “Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o
Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Concílio de
Toledo, 675, DS 530). Além disso, podemos falar apropriadamente de
diferentes missões divinas (processões) : uma é a missão do Filho, e outra é a
missão do Espírito Santo- ainda que, sempre quando age, Deus age
trinitariamente.
A isso chamamos de Mistério da Santíssima
Trindade. E mistério é sempre mistério; se o compreendêssemos em totalidade,
não seria mistério. Mas às vezes dá-se-nos a impressão de que alguns mistérios
são “mais misteriosos” que outros. Este da Santíssima Trindade, por exemplo.
Realmente, não é nada fácil, dentro da lógica humana, aceitar, sem uma certa
inquietude, a realidade de três pessoas num só Deus.
As três pessoas divinas, por si, já são um
mistério. Das três, porém, a mais “misteriosa” é, por assim dizer, a pessoa do
Espírito Santo. Porque Ele não tem um rosto (como o Cristo), não tem uma imagem
(como a que fazemos do Pai), não tem um “sinônimo” a que possamos nos agarrar.
De fato, o Espírito veio até nós de modo
misterioso, sutil, “interior”. E não há nenhum mal em termos mais
dificuldades em entendê-Lo. O que não podemos permitir é que, diante desta
maior dificuldade em compreendê-Lo, acabemos por rejeitá-Lo a um segundo plano
em nossa espiritualidade, deixando-O “de lado” em nossas orações, em nossa
devoção, em nosso relacionamento com a Trindade.
Só ousamos falar desse mistério - coisa que
jamais descobriríamos por nós mesmos - porque Deus tomou a iniciativa em
revelá-lo a nós, e, pacientemente, através dos séculos, foi gradativamente
partilhando conosco a Sua própria vida íntima e misteriosa. E se Deus se revelou
em três pessoas, é porque é da vontade dEle que nós O conheçamos e O
amemos em suas três maneiras de ser. Pois quanto mais o conhecermos, mais O
amaremos e compreenderemos Seu plano amoroso e suas intenções para nossas
vidas...
Paz e Fogo!
Júnior Filho
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